29 de outubro de 2009 UNE comemora: Senado aprova o fim da DRU na Educação A DRU é um mecanismo que autoriza o governo a reter 20% de toda arrecadação. Na prática, com o fim da DRU, o Ministério da Educação terá uma verba extra de R$ 4 bilhões para investimentos ainda este ano. “É uma histórica reivindicação da UNE. Bilhões de reais eram subtraídos da Educação. O desafio agora é debater a aplicação dos recursos”, declara o presidente Augusto Chagas.
Na noite desta quarta-feira (28), a Educação obteve mais uma vitória: foi aprovada por unanimidade pelo plenário do no Senado Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que determina o fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU) sobre o orçamento da Educação. A DRU é um mecanismo que autoriza o governo a reter 20% de toda arrecadação sem justificar no projeto de orçamento a destinação dos recursos.
Na prática, com o fim da DRU, o Ministério da Educação (MEC) terá uma verba extra de R$ 4 bilhões para investimentos ainda este ano. Em 2010 serão R$ 7 bilhões a mais (as reduções da incidência são gradativas: de 12,5% e 5%, em 2009 e 2010, respectivamente). Em 2011, quando não haverá mais a incidência do mecanismo, especialistas estimam que os “Agora é pra valer. Está extinta a DRU, que vinha subtraindo bilhões da Educação. A UNE sempre foi contra esse mecanismo, desde sua criação. Os estudantes têm muito o que comemorar com essa aprovação", afirma Augusto Chagas, presidente da entidade. Para Chagas, um bom desafio que temos adiante é o debate sobre como aplicaremos esses mais de 10 bilhões de reais que, em alguns anos, serão somados à educação brasileira. "Mesmo com os avanços do último período, nossa educação passa por muitas dificuldades: há cerca de
A PEC 96/2003, de autoria da senadora Idelli Salvatti (PT-SC) já havia sido aprovada em dois turnos pelo Senado, mas voltou à Casa porque a Câmara dos Deputados, em setembro deste ano, incluiu a obrigatoriedade da educação básica e gratuita para crianças e jovens de O que é a DRU? A DRU ou Fundo Social de Emergência, como foi denominada na época de sua criação (em 1994, pelo governo Fernando Henrique Cardoso), destinava-se à desvincular 20% do produto da arrecadação de todos os impostos e contribuições da União, incluindo as receitas vinculadas ao ensino. Apesar de ter sido aprovada como algo transitório, ela vinha sendo prorrogada desde então a partir de Emendas Constitucionais (EC). |
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Rafael Cortez, do CQC, testa sabores exóticos de sorvete
No Dia do Sorvete, o repórter experimenta gostos encontrados na biodiversidade brasileira
Tem sorvete de morango? Tem, sim senhor. Tem sorvete de chocolate? Tem, sim senhor. Tem sorvete de bacuri? Sorvete de bacuri? Pois é, agora também tem. Bacuri, que fique claro, é uma fruta nativa das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Mas não precisa, necessariamente, morar pros lados do Maranhão ou do Piauí para provar essa refrescante mistura exótica.
Na onda dos novos conceitos em sorvete, as sorveterias de todo o país têm investido pesado na diversidade de sabores. As opções são pra lá de variadas e atendem aos paladares mais excêntricos: é possível tomar sorvete de tequila, de cerveja ou experimentar sabores de frutas da biodiversidade brasileira.
Mas diante destas misturas ousadas, você deve estar se perguntando: será que estes sabores exóticos são realmente gostosos? Fizemos a pergunta para o repórter do programa CQC (Bandeirantes) , Rafael Cortez, e ele mostrou, como sempre, que tem a língua afiada. "O sabor mais estranho que já provei até hoje foi um sorvete de salmão, que me fez engolir seco durante um jantar. Péssimo", conta ele.
A reação não é à toa. Rafael Cortez faz o gênero clássico. Seu sorvete preferido é o de creme. Acompanhamento? Só se for com calda de caramelo e olhe lá. Chantily, gomas, granulados e palitos crocantes, tudo isso ele dispensa sem ressalvas. "Não sou fã de complementos estranhos como farofa de castanhas, por exemplo. Quem inventou isso?! Farinha não combina com doce. Tenho trauma. Já engasguei até." E, quando era criança, ele conta que o sorvete Corneto, da Kibon, era o ponto alto do fim de semana. "A gente ia almoçar e minha mãe ficava de olho. Se eu comesse tudo direitinho, ganhava o Corneto de sobremesa", relembra. Diante de tanta moderação, o MinhaVida resolveu colocar o paladar do rapaz à prova no espaço Feira Moderna, em São Paulo, onde ele provou cinco sabores exóticos . No teste dos sorvetes, Rafael precisava adivinhar qual era o sabor e dar nota para cada um deles. Confira abaixo, o resultado da brincadeira:
"O sabor mais estranho que já provei até hoje foi um sorvete de salmão".
Primeira colherada
Palpite do Rafa: Abacate com queijo e maracujá
Sabor verdadeiro: Muruci
Nota: 02. "Nossa! Esse é bem exótico mesmo. Mas é horroroso."
Segunda colherada
O palpite do Rafa: Cupuaçu
Sabor verdadeiro: Cupuaçu com castanha do Pará
Nota: 8. "É delicioso, só dou nota 8 porque não gosto muito de castanha, mas é ótimo."
Terceira colherada
O palpite do Rafa: Tapioca
Sabor verdadeiro: Tapioca
Nota: 10. "É o melhor de todos. Parece um sorvete de coco, só que cem vezes melhorado .Tem gosto de infância."
Quarta colherada
O palpite do Rafa: Lichia
Sabor verdadeiro: Bacuri
Nota: 8 . "Não é um dos meus favoritos, mas é muito mais gostoso que a fruta"
Quinta colherada
Palpite do Rafa: Pitanga com acerola
Sabor verdadeiro: Taperebá
Nota: 09. "Uau! Uma delícia. É o mais refrescante de todos. A melhor opção para o verão."
"Não sou fã de complementos estranhos como farofa de castanhas, por exemplo. Quem inventou isso?"
Sabores do Brasil
Mas se o repórter do CQC torceu o nariz para o sorvete de Muruci, o proprietário do Feira Moderna, Carlos Eduardo Buzolin, tem motivos de sobra para mantê-lo no cardápio. Os sabores considerados mais exóticos pelos paulistas são um sucesso, principalmente, entre os moradores da cidade que vieram da região Norte - e prová-los é uma forma de manter contato com as delícias de lá. "Eles chegam aqui à procura dos sabores amazônicos. A gente estranha um pouco. Deu pra ver pela reação do Rafael, mas para eles é uma surpresa agradável saber que têm estes sabores aqui em São Paulo", diz Carlos.
Localizada no bairro da Vila Madalena e com cinco anos completados, coincidentemente, nesta quarta-feira (23 de setembro), no Dia do Sorvete, a Feira Moderna é conhecida na cidade pela tradição de servir aos clientes sabores exóticos de sorvetes vindos da região amazônica. A ideia de servir essas receitas surgiu depois de Carlos provar a linha de sorvetes Cairú, que existe há mais de 40 anos em Belém do Pará. "Percebemos que esse tipo de sorvete combinava com a nossa proposta de oferecer comidas e serviços com a cara do Brasil, então fechamos negócio com a marca e hoje temos exclusividade de venda em São Paulo", conta.
História do sorvete
A sobremesa gelada foi criada há cerca de 3 mil anos pelos chineses. No início, o sorvete era feito com neve, suco de fruta e mel. Mas foi só em 1292 que o sorvete começou a tomar a forma daquele que conhecemos hoje, quando o famoso viajante italiano Marcopolo voltou ao seu país cheio de novidades: o arroz, o macarrão e o sorvete feito com leite! A partir daí, a sobremesa começou a ser muito consumida em toda a Itália e, até hoje, o sorvete italiano é reconhecido como um dos melhores do mundo.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
CartadeMonteroLobato

50% do pré-sal para a Educação!
Rio de Janeiro, 6 de setembro de 2009.
Nós estudantes secundaristas, que nos levantamos perante as injustiças em toda parte do Brasil, desde a região Norte que defende o verde de nosso povo, o Nordeste que se levanta para construir a nossa brasilidade, o Centro-Oeste que se entrega às causas daqueles que mais precisam o sudeste que traz em si a riqueza e a pujança do povo brasileiro e por fim o Sul que sempre foi lembrado por seus gritos de liberdade, uma pátria soberana e livre. Todos os estudantes se juntam num só grito, num só canto de esperança por uma escola verdadeiramente de qualidade, que corresponda aos sonhos de cada estudante que deseja uma nação forte e liberta da suas mazelas.
Estudantes brasileiros presentes ao 12º Conselho Nacional de Entidades da UBES, saudamos um ícone que se confunde com a história dos estudantes e do próprio Brasil, o escritor e nacionalista Monteiro Lobato, símbolo da luta em defesa do Petróleo na mão dos brasileiros. No passado, os estudantes travaram essa importante batalha em defesa do Brasil, com muitas manifestações de rua, torres de petróleo feitas com papelão que comoviam e formavam a opinião do nosso povo pela sua soberania, e hoje indo além, lutando com caderno e caneta, grêmio estudantil e entidades municipais, indo à luta todos os dias caminhando, de skate ou bicicletas, de ônibus ou metrô, de barco e até canoa;
Juntos, vamos construindo a diversidade que há entre nós, somando na luta a galera do esporte, do grupo de teatro, da banda musical, a galera que está no mundo da tecnologia e produzindo ciência, essa mesma galera que hoje não agüenta mais que muitos entendam educação somente cercada pelos muros cheios de buracos das escolas.
A educação que temos passa muito longe da educação que nós estudantes brasileiros queremos. Pensamos que a educação é uma questão de prioridade nacional, e que precisa se constituir num sistema nacional que garanta condições mínimas de qualidade, democracia, acesso e diversidade.
Cada estado implementa gestão democrática da forma como lhe convém, na maioria das vezes sequer ela existe. Por isso queremos não apenas ser escolhidos, queremos escolher também nossos diretores. As escolas precisam ir além dos cadernos e das lousas, a sala de aula precisa se modernizar com acesso a internet para todos, com os melhores recursos disponíveis de audiovisual, veículos de informação e tudo que facilite o aprendizado dos estudantes.
O conteúdo das matérias escolares precisa ganhar vida, precisa estar aberta aos desejos e anseios dos estudantes, obter de fato importância na sua vida. Para tanto, o estudante precisa ter maior autonomia na escolha de seu currículo e do conteúdo que deseja aprender. E mais, a escola que queremos tem que ter conteúdo humanista onde tenha musica, teatro, literatura, filosofia, sociologia e etc. Cientifica, onde tenha acervos bibliográficos, laboratórios tecnológicos e de ciências com profissionais capacitados e bem remunerados, e que dê condições do estudante dominar conhecimento científico necessário à sua vida e ao desenvolvimento do país. E por fim conteúdo tecnológico, em que dê condições do estudante operar e dominar os recursos tecnológicos mais modernos que a sociedade nos proporciona.
A frieza dos concretos não cabe mais nas escolas, queremos ficar mais tempo nos colégios e ele precisa ser agradável, humano, características principais que uma escola deve ter. Queremos de fato um espaço escolar com vida, em período integral, formando uma visão critica e criadora, que unifique o ensino técnico e médio, preparando os estudantes para além do mundo do trabalho.
Hoje, poucos são os estudantes que conseguem concluir o ensino médio, tampouco entrar no mundo das universidades e contribuir para o desenvolvimento científico, tecnológico e intelectual do país.
Essa realidade se agrava mais ainda com o vestibular, sistema esse de avaliação que não prioriza a vida do estudante na escola, que valoriza sim o mérito, o mérito de quem pode pagar um ensino de qualidade, de quem pode pagar um curso que o prepare para o vestibular, o mérito de quem consegue decorar um conhecimento que não existe na escola.
Fim do vestibular, por um modelo alternativo ao existente de acesso à universidade, que garanta também políticas afirmativas de permanência tal como passe estudantil, assistência estudantil e reserva de vagas.
Um povo que não controla seus recursos naturais não tem controle sobre sua própria soberania.
Por isso, como na campanha na década de 40, em que os estudantes saíram na defesa da construção da Petrobrás, hoje defendemos o controle da reserva de petróleo do pré-sal na mão dos brasileiros e o fortalecimento da Petrobrás, e que, do fundo a ser constituído com os recursos desta rica fonte, sejam destinados, no mínimo, 50% para a educação, pois assim não haverá argumentos contrários para que a educação não receba o financiamento necessário que os estudantes e o país merecem. Enfim, com esta conquista, podemos até superar o patamar de 10% do PIB na educação, bandeira histórica do movimento estudantil.
Com tantas lutas a serem travadas, com tantas expectativas e sonhos a serem alcançados, neste ano o congresso da UBES será um marco no calendário escolar, com a mudança do regimento podemos dentro das escolas com eleição em urna para escolher seus representantes, envolver um número maior de estudantes, que resultará em mais organização para o movimento estudantil, com mais participação, elevando o debate sobre a educação que estamos construindo. Com animação e disposição esse será um marco histórico para nossa entidade, envolver cada vez mais estudantes na luta por uma educação de qualidade.
A partir de agora, convocamos o 38º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, para alçar vôo em homenagem a tantos personagens que ao longo da história procuraram construir o Brasil, assim como Monteiro Lobato, que acreditava num pais que entenda que todo investimento em educação não é gasto e sim garantia de um pais mais justo e soberano.
CONEG
Coneg da UBES convoca 38º Congresso da entidade
O principal fórum de decisão do movimento estudantil secundarista , o 38º Congresso da UBES, será realizado de
O 12º CONEG da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, realizado no Rio de Janeiro entre os dias 4 e 6 de setembro, chegou ao fim com a aprovação do regimento do próximo congresso da entidade


